quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Lançamento de livro ECOALFABETIZAÇÃO na Feira dos Agroecologistas


Lançamentos juntos dia 29/11/11 a partir das 17h, na antessala do Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa do RGS, durante o XI Seminário Internacional sobre Agroecologia.

edição número 21 da revista The Ecologist Brasil


 











livro Ecoalfabetização: manual de sobrevivência em um planeta em extinção de Francisco Milanez

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lançamento de livro ECOALFABETIZAÇÃO na Feira dos Agroecologistas


Lançamento na Feira dos Agroecologistas neste sábado. Todos convidados!

lançamento do livro Ecoalfabetização - manual de sobrevivência em um planeta em extinção.

sábado, 19 de Novembro das 8h às 12h

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

2ª Feira de Descarte Tecnológico em Porto Alegre.

Será no dia 10 de setembro, na Usina do Gasômetro.
A primeira feira, realizada em dezembro do ano passado, arrecadou mais de 14 toneladas de equipamentos de informática.

O evento é promovido pela prefeitura da Capital, por meio do Gabinete de
Inovação e Tecnologia e do Departamento Municipal de Limpeza Urbana
(DMLU), em parceria com a Fecomércio-RS.

Os equipamentos recolhidos serão encaminhados pelo DMLU às empresas IZN Recicle Brazil e Trade Recycle, que farão a triagem, a desmanufatura e a reciclagem dos componentes.

Para quem está em dúvida, dá para deixar por lá celulares, baterias, cabos, monitores, placas de vídeo, mouses, teclados e impressoras, além de outros materiais classificados como lixo eletrônico.

Conferência sobre Mudanças Climáticas e Fenômenos (Des)Naturais

5 de setembro de 2011 segunda-feira
às 10h no Plenário da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul
presença de Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de
Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Em nome da sobrevivência no planeta

foto Dulce Helfer

Quando a maioria de vocês ainda não tinha nascido, há 40 anos surgia o movimento ecológico brasileiro, em Porto Alegre, na Agapan - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural.
Até então já havia pessoas que lutavam pelo conservação da natureza, por admiração e respeito.
Pessoas como estas criaram o movimento ecológico numa luta, que não era mais só para proteger a natureza, mas para permitir a sobrevivência da humanidade também.
Hoje
De lá para cá, muita coisa mudou, inclusive as pessoas que participam do movimento. No começo a luta era quase que exclusivamente para impedir a destruição de árvores, morros, rios e parques.
Hoje, a luta ambiental quer também encontrar formas melhores de fazer as coisas, reaproveitar os restos de nossa sociedade e discutir se algumas coisas são realmente necessárias para o nosso bem-estar.
Hoje, estamos em um momento interessante, que envolve toda a sociedade, na busca de soluções para viver melhor.
Todos nós somos importantes porque contribuímos para fazer com que o mundo esteja como está.
Existem duas maneiras de atuar na nossa sociedade: a forma ativa e a passiva.
Os ativos são em menor quantidade. Alguns defendem ativamente a natureza. Outros, a destroem desmatando, poluindo e explorando-a de forma agressiva.
Os passivos são a maioria e, aparentemente, não fazem nada, mas isto não é verdade. Todos nós compramos coisas e temos uma forma de viver que é a nossa. Isto, embora não pareça, é muito importante e também pode ajudar ou atrapalhar a questão ambiental.
Como modificamos
Quando compramos um veneno para matar baratas em casa, estamos atuando sobre o meio ambiente. Através das baratas, aquele veneno vai começar a fazer parte do meio ambiente. Se ele for um veneno que não é biodegradável, vai entrar no ciclo da vida e acabará voltando para nós, através dos alimentos. O que um dia esteve em uma barata ou formiga, amanhã poderá estar na gente.
Além do perigo imediato do veneno, quando compramos, estamos também estimulando a indústria a produzir mais veneno. Afinal, o que não é vendido não é produzido.
Quando ligamos uma luz desnecessária ou qualquer outro aparelho elétrico, estamos aumentando o consumo de energia e, para isto, vai ser queimado mais carvão ou vão ser inundadas mais terras com barragens para produzir a energia que gastamos.
Quando compramos um alimento para comer ou beber, cheio de produtos químicos, estamos consumindo algo que não é saudável ao invés de alguma coisa natural e estamos incentivando a produção dessas coisas.
Quando desperdiçamos papel, estamos desperdiçando as árvores das quais o papel é feito.
Quando jogamos na terra produtos químicos, estamos envenenando a terra e a água que são as fontes da nossa alimentação. Tudo o que vai para a terra, a chuva leva também para os rios ou para as nascentes destes rios.
foto Dulce Helfer

A lição da ecologia
Através da ecologia, o homem descobriu que a vida não é apenas um somatório de acontecimentos isolados. Ao contrário, tudo está relacionado.
É muito bonito ver como somos ligados e dependentes da natureza. Tudo o que ela faz influi sobre a gente.
O veneno que o vizinho usou no jardim, amanhã poderá estar no nosso organismo produzindo uma doença. A poluição das fábricas, que incentivamos comprando, torna a vida pior.
Tudo influi sobre tudo. E por isto, quando se fala em consciência ecológica, se fala em ver o mundo de uma forma global. Isto é porque o que os países estão poluindo em seu território já está matando os animais lá longe, no pólo, através da água dos rios que acaba no mar e através do ar poluído que também chega lá.
Tudo isto não significa que tenhamos que tornar a vida algo desagradável, onde não se possa fazer nada de bom. Pensar assim, ao contrário, é libertar a humanidade de toda a mentira que ela mesma criou. A mentira de ficar comprando os alimentos pelas embalagens, sem se preocupar com o conteúdo. Quando comprarem as coisas, pensem no que elas vão causar para sua saúde ou quanto as embalagens delas podem vir a sujar o mundo. Pensem sempre sobre os efeitos de cada uma das ações de vocês no dia-a-dia. É exatamente o ato de pensar que pode libertar o homem da destruição do nosso planeta que é único.
Abraçar um amigo, sorrir para a namorada, conversar, caminhar, aprender-ensinar, são as coisas verdadeiramente boas, não poluem e tornam o mundo mais belo. O resto é enfeite.
texto publicado no jornal Zero Hora em 3 de junho de 1989.